14 abril 2021

“FARRA DO BOI ESTÁ ABERTA NO BANCO DO BRASIL”, DIZ REPRESENTANTE DOS FUNCIONÁRIOS

O novo presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, efetivado no cargo na quinta-feira (1), por meio de decreto, é contestado desde antes de assumir o cargo. Diretores aumentam em 28% seus próprios salários e Conselheiros de Administração não impedem o aumento, que também os beneficia. “É a verdadeira farra do boi! Cada um por si, mas todos tirando proveito da coisa pública”, criticou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

“Esse aumento de 28% nos salários dos diretores está manchado pela redução de 5.000 postos de trabalho, pelo fechamento de 160 agências bancárias, milhares de pessoas tendo que concorrer aos cargos para disponíveis para não terem redução em seus salários, que está decretada para quem não conseguir uma das vagas. A reestruturação que visava economizar, serviu para os diretores aumentarem seus próprios salários, assim como o valor dos dividendos pagos aos acionistas dos banco”, completou.

O representante dos funcionários também criticou os comentaristas econômicos. “A imprensa, estimulada por analistas do mercado financeiro, dizia que era preciso ter alguém que defendesse a privatização do banco e que a escolha de um funcionário de carreira prejudicaria as ações neste sentido. Por que defendem a privatização de um banco extremamente importante para o desenvolvimento do país? Por que privatizar um banco que não traz prejuízos ao país, ao contrário, mesmo realizando todas suas tarefas sociais e de desenvolvimento econômico que um banco público deve realizar, consegue se pagar e ainda contribui com dividendos para o Tesouro Nacional? Que interesses existem atrás desta defesa?”, questionou o coordenador da CEBB.

Ribeiro e seu comunicado

Fausto Ribeiro, que tem 33 anos de carreira no BB, enviou um comunicado aos funcionários destacando a importância do banco e dos próprios funcionários, mas ressaltando a necessidade do “retorno” aos acionistas.

“Foi um comunicado padrão. Depois que mostramos para toda a sociedade os problemas que seriam causados aos municípios, aos clientes e a toda a economia do país pela desestruturação anunciada pelo banco em janeiro, o governo teve que desacelerar suas ações”, avaliou o coordenador da CEBB ao ressaltar as manifestações e articulações feitas pelos bancários e suas representações sindicais em todo o país contra a “reestruturação” do BB.

Para Fukunaga, trata-se apenas um jogo de cena estratégico do governo, que vê sua popularidade despencar desde a decisão do Supremo Tribunal Federal, que reestabeleceu os direitos políticos e eleitorais do ex-presidente Lula.

“Engana-se quem acredita que a desestruturação será interrompida. Ribeiro é um nome do governo, que, por meio de Paulo Guedes (ministro da Economia), já deixou clara sua intenção de privatizar o Banco do Brasil. Bolsonaro, estrategicamente, quer deixar para tocá-la em 2023, após sua reeleição. A mudança de rumo só virá mesmo se Bolsonaro não for eleito e, ao invés disso, for eleito alguém que, historicamente defende o banco público”, ressaltou.

A farra do boi

Pior do que Ribeiro, que está sendo usado para desacelerar a privatização, numa tentativa de recuperar credibilidade e evitar rebeliões na base aliada, é a “farra do boi” promovida pelos diretores e não evitada pelo Conselho de Administração.

“Da mesma forma que se critica vereadores e deputados que aumentam seus próprios salários, os diretores do BB – que tomaram a mesma iniciativa – não devem ser poupados”, defendeu Fukunaga. “Não podemos esquecer, ainda, que além de aumentar seus salários, eles aprovaram a possibilidade da própria continuidade no cargo em caso de aposentadoria, numa clara demonstração que querem manter a ‘boquinha’ e acumular recursos. Enquanto isso, os demais funcionários são massacrados por uma desestruturação que os deixará sobrecarregados e com possibilidades de serem jogados para o trabalho em cidades distintas das que moram”, completou.

Mobilização continua

A mobilização em defesa do Banco do Brasil e de seus funcionários, contra a redução do quadro de pessoal e o fechamento de agências, que levará à desestruturação da rede de atendimento e causará prejuízo a cidades, clientes e aos trabalhadores do banco continuará até que se confirme sua interrupção e se reponha o quadro de funcionários.

“Cidades não podem ficar sem agências bancárias. O desenvolvimento não pode ser prejudicado. O atendimento e as condições de trabalho não podem ser precarizados. Nossa luta é em defesa do desenvolvimento econômico do país, dos direitos dos clientes e dos funcionários”, concluiu Fukunaga, lembrando que, nesta quinta-feira (8), ocorrerão manifestações em todo o país e, às 11h, a manifestação será realizada pelas redes sociais. “Vamos realizar mais um tuitaço para deixar claro que não queremos a desestruturação do banco e nos manteremos firmes em nossas reivindicações”.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região



06 abril 2021

ENTIDADES DOS ASSOCIADOS À CASSI QUEREM MAIS INFORMAÇÕES SOBRE ÍNDICES DE COPARTICIPAÇÃO

Entidades que representam os funcionários do Banco do Brasil querem que a direção da Caixa de Assistência dos Funcionários (Cassi) apresente mais informações da sua situação e discutir a redução dos valores de coparticipação e a ampliação da lista de medicamentos abonáveis. Para tanto, vão marcar nova reunião para decidir as questões.

Nesta segunda-feira (29), representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da AAFBB, ANABB e FAABB se reuniram com a diretoria da Cassi. A pauta era a cobrança de um compromisso feito em Mesa de Negociação entre a diretoria da Cassi e as entidades: retomar os índices de coparticipação praticados em 2018. Também seria discutida a ampliação da Lista de Materiais e Medicamentos Abonáveis da Cassi (Limaca).

“Continuamos o debate sobre a coparticipação e a Limac. Não é algo simples e há resistência por parte dos diretores da Cassi. Mas estamos abertos ao debate, ao diálogo. No entanto, temos preocupação por conta que uma das entidades da mesa ainda está em processo eleitoral, que é a ANABB. Por isso é difícil ter um consenso e unidade nessa discussão. Houve algumas divergências entre as entidades, mas estamos colaborando para construir um consenso sobre o debate”, afirmou o coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e representante da Contraf-CUT na negociação, João Fukunaga.

Os representantes das entidades manifestaram que para o debate continuar são necessárias mais informações sobre a operadora. “A Cassi não conseguiu apresentar respostas, principalmente sobre os cadastrados na Estratégia de Saúde da Família, como está sendo feita a ampliação, uma vez que isso consta na reforma estatutária da Cassi e defendida pelas entidades. Também a Cassi não traz números sobre quanto tem arrecadado a título de coparticipação, já que neste momento não dá para abrir mão de receita. Lembramos, no debate, que a coparticipação nunca deve ser tratada como receita, mas como forma de regular o atendimento, mas não de proibir ou coibir o atendimento, dado o elevado custo que isso acaba tendo. Do jeito que está, nos patamares de valores atuais, está elevado o custo para associados. Por isso que defendemos a volta dos patamares anteriores”, completou o coordenador da CEBB.

Estratégia de Saúde da Família

Os representantes das entidades dos funcionários lembraram que a ampliação do modelo assistencial com quadro e estrutura própria é central para a sustentabilidade da Cassi. Os estudos realizados pela diretoria de saúde durante as negociações do superávit (2015-2018) comprovam que é possível ampliar a cobertura da Estratégia de Saúde da Família e os cuidados aos bancários da ativa e aos aposentados e pensionistas.

Abaixo-assinado

Também foi lembrado na reunião o abaixo-assinado apresentado à direção da Cassi e promovido por parte dos associados. O abaixo-assinado alerta o Conselho Deliberativo da Cassi e a Diretoria executiva para que a busca do equilíbrio a qualquer custo, fere o objetivo da lei e os direitos adquiridos e também pode matar pessoas. Pode ainda negligenciar tratamento que em uma relação de causa e efeito custará muito mais aos cofres da Cassi no futuro.

A Contraf-CUT e demais entidades dos associados da Cassi sempre se manifestaram contrárias ao aumento de coparticipação, bem como à revisão da listagem da Limaca. Nas mesas de negociações, as entidades sempre cobraram a questão dos elevados patamares da coparticipação. A Contraf-CUT e as entidades apontam que, no início de 2020, a Cassi excluiu da listagem da Limaca várias patologias severas, reduzindo em 70% a lista. Quanto a essa questão, a diretoria da Cassi se comprometeu a apresentar uma nova Limaca até maio.

Fonte: Contraf-CUT


 

22 março 2021

Associados podem suspender parcelas do Empréstimo Simples

 Os associados da Previ que possuem operações ativas de Empréstimo Simples poderão suspender as prestações dos meses de abril, maio e junho, exceto para operações de ES 13º.  A opção estará disponível a partir das 10h do dia 26/3 até 1/4, pelo autoatendimento do site Previ. A medida, aprovada pela Diretoria Executiva na última sexta-feira, 19/3, tem como objetivo ajudar na preservação do fluxo de caixa dos associados, tanto do Plano 1 quanto do Previ Futuro, e atenuar possíveis impactos negativos que os participantes e seus familiares possam sofrer no orçamento devido ao agravamento da pandemia de Covid-19.

Antes de fazer a suspensão, é importante analisar se ela é realmente necessária. O Empréstimo Simples foi concebido para ser liquidado em um prazo determinado na sua contratação. Logo, quando ocorre a interrupção do pagamento de prestações, o saldo fica desequilibrado, já que continua a ser corrigido sem que haja amortização de prestação.

Com isso, para as operações vigentes contratadas até 20/1/2015, que têm suas prestações reajustadas pelo INPC acumulado independente do saldo devedor, pode ser gerado um resíduo ao final do prazo contratado. Esse valor poderá ser refinanciado em, no máximo, seis meses. Já para as operações “em ser” contratadas a partir de 21/1/2015, pode ocorrer um aumento significativo no valor da prestação, que é recalculada a cada aniversário do contrato.

Curatela e Tutela

Os participantes que tenham alguma incapacidade civil também podem ter as prestações de seus empréstimos suspensas. Nesses casos, é necessário que o representante legal registre a opção de suspensão das prestações pelo Fale Conosco, utilizando a senha do Autoatedimento, e envie uma solicitação formal pelo e-mail cadastrado na Previ, acompanhada de certidão de inteiro teor (curatela ou tutela) ou alvará judicial. Os documentos devem ser digitalizados, anexados na mensagem e enviados para o e-mail suspensaoes@previ.com.br até as 18h de 31/3.

Solidez

Desde o início da pandemia a Previ tranquilizou seus associados em relação à crise e mostrou que continuou trabalhando para manter a solidez dos planos. O fluxo de pagamento de benefícios não foi ameaçado em nenhum momento. A Previ manteve a sua capacidade de liquidez, o que significa que tem conseguido aproveitar oportunidades e fazer novos investimentos, trazendo mais segurança para a Entidade. E pela segunda vez desde o início da pandemia os participantes têm a opção de suspender parcelas do Empréstimo Simples, para que tenham um pouco mais de tranquilidade com suas famílias.

A pandemia não chegou ao fim. O cenário econômico ainda é de instabilidade, mas a Previ está fortalecida para enfrentar a volatilidade esperada. Em quase 117 anos de história, passamos por diversas crises. Nosso foco se manteve mesmo nos momentos mais difíceis: o propósito da Previ, de cuidar do futuro das pessoas. Começamos 2021 com as mesmas convicções.

Fonte: https://www.previ.com.br/portal-previ/fique-por-dentro/noticias/associados-podem-suspender-parcelas-do-emprestimo-simples.htm



18 março 2021

INTERFERÊNCIA DO GOVERNO NO COMANDO DE ESTATAIS ABALA AVALIAÇÃO DE GOVERNANÇA DAS EMPRESAS

A troca no comando da Petrobrás, anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro, e o impasse em relação à permanência do presidente do Banco do Brasil, que colocou o cargo à disposição, provocaram estragos nas duas empresas. Pela forma como essas coisas se deram, investidores se afastaram, as ações perderam valor e os acionistas tiveram perdas significativas.

Mais do que isso, o temor de interferências ainda mais profundas nas estatais de capital aberto provocou uma grande incerteza quanto ao cumprimento das boas práticas de governança corporativa – um dos itens de uma sigla que tem capturado a atenção dos investidores: ESG.

O termo ESG refere-se a ativos que, além de aspectos financeiros, consideram os impactos ambientais, sociais e de governança de uma empresa. O conceito foi criado como uma métrica para avaliar o desempenho das companhias.

As estatais listadas na Bolsa são sociedades de economia mista – a União, que é acionista majoritária, é a controladora. Por isso, o governo tem alguns direitos, como indicar nomes para o comando das empresas. No entanto, as regras de governança dizem que a indicação deve ser considerada e votada pelo conselho de administração, que é o agente responsável por escolher a diretoria executiva.

A interferência do governo no comando das empresas não viola uma regra específica de governança. O problema é a desconfiança gerada no mercado em relação ao motivo da interferência. “O problema que se discute muito é o motivo da mudança. A preocupação no caso das empresas estatais de economia mista é: seria realmente uma mudança de comando relacionada a um problema de desempenho ou é uma intervenção por questões políticas?”, questiona Maurício Colombari, sócio da PwC Brasil.

No caso da Petrobrás, Bolsonaro decidiu trocar o presidente Roberto Castello Branco pelo general da reserva Joaquim Silva e Luna, por conta de discordâncias quanto à política de reajuste dos combustíveis. Como o conselho apoiava Castello Branco, nada menos que 5 dos 11 conselheiros pediram para deixar o cargo.

No Banco do Brasil, Bolsonaro se irritou com um anúncio de fechamento de agências e corte de pessoal, via programa de demissão voluntária, feito em janeiro. Ameaçou demitir o presidente do banco, André Brandão, mas acabou dissuadido. Mesmo assim, a pressão sobre o banco continuou, e Brandão colocou o cargo à disposição. Quatro conselheiros se manifestaram publicamente contra a troca de comando.

O funcionamento das companhias de capital aberto é regido pela Lei das S/A e por normas da B3, dependendo do nível de governança corporativa em que elas estão listadas. Esses dispositivos estabelecem requisitos que devem ser levados em consideração no processo de nomeação do presidente da companhia. No caso das empresas de economia mista, é preciso também obedecer à Lei das Estatais, que estabelece outros requisitos a serem cumpridos.

Segundo Alexandre Pierantoni, diretor da Duff & Phelps no Brasil, em termos de governança corporativa, é muito importante que o apontamento de nomes para cargos pelo governo cumpram os requisitos da lei. “É preciso avaliar se a indicação está seguindo os critérios ou não. Quando há uma comunicação clara, efetiva, qualificada, você traz menos ruído para o ambiente”, diz.

“Infelizmente, não foi o que a gente teve na questão da Petrobrás, e aí você assusta o mercado. Nesse caso específico, o que incomodou muito foi a forma de fazer, e a comunicação disso” acrescenta Pierantoni. “É importante que haja um alinhamento entre o governo e o próprio conselho de administração da empresa, mesmo que formado na maior parte por indicados do governo, pois isso tende a beneficiar a empresa, a sociedade e os investidores.”

Esse alinhamento entre as partes interessadas (stakeholders, no jargão do mercado) das empresas de capital aberto é um ponto importante quando o assunto é governança corporativa. “A estrutura de governança tem o objetivo de alinhar os interesses dos acionistas e de outros stakeholders, a fim de maximizar o valor econômico da empresa”, explica Kieran McManus, também sócio da PwC Brasil. “Decisões que não agregam valor para a empresa ou que não buscam alinhar interesses dos investidores podem ser vistos como não sendo boas práticas de governança corporativa”, diz.

McManus destaca que uma das áreas mais importantes da governança é a definição do propósito da empresa e que, com mudanças bruscas de comando, os investidores ficam em dúvida se a empresa continuará seguindo o mesmo rumo. “Se a empresa já definiu seu plano, já está indo nesse caminho e há uma troca de comando, o receio do mercado é se haverá alguma alteração desse caminho que a empresa está seguindo”, comenta.

Estatais e governança

Segundo a professora Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da FGV-EAESP, a desconfiança do investidor em relação a empresas de economia mista sempre existiu, justamente pelo fato de o governo ser o acionista majoritário. “Ter o governo como acionista principal de uma empresa sempre vai trazer o risco de existir alguma interferência política mais forte”, diz.

Claudia afirma que as interferências no comando da Petrobrás e do Banco do Brasil são vistas como péssimas pelo mercado, porque, “se já havia alguma desconfiança de que o governo como acionista poderia ser problema, aparentemente isso está se confirmando”.

A professora cita ainda a “golden share”, mecanismo que dá ao governo poder de veto mesmo quando ele deixa de ser um acionista controlador, se tornando um acionista minoritário. “É um mecanismo bastante comum nas empresas públicas e que, do ponto de vista de mercado, é tido como um negócio ruim. Porque viola um princípio básico de governança, que é a equidade, ou seja, garantir que todos os acionistas tenham os mesmos poderes. A ‘golden share’ é vista de maneira negativa pelo mercado, porque cria diferenças entre tipos de acionistas”, diz.

De modo geral, se não há equidade e alinhamento entre os acionistas, isso afeta a imagem da empresa, gerando desconfiança no mercado quanto ao cumprimento das práticas de governança corporativa. “Obviamente uma interferência como a que existiu na Petrobrás e em empresas de economia mista que têm ações negociadas no mercado, gera um ruído. O investidor se sente menos seguro quanto à previsibilidade da operação, a questões referentes à governança corporativa, e isso acaba por, no momento imediato, afastar o investidor, principalmente o estrangeiro”, diz Alexandre Pierantoni, da Duff & Phelps.

No curto prazo, há volatilidade dos preços e receio de maiores interferências, como o congelamento de preços, por exemplo, no caso da Petrobrás. Isso pode comprometer a rentabilidade da empresa. “Ela acaba tendo uma deterioração do seu preço no mercado internacional e uma deterioração das condições em que ela pode captar mais recursos”, afirma Pierantoni.

Apesar da possibilidade de haver a recuperação das empresas no médio prazo, uma possível consequência de longo prazo é que os investidores decidam não investir mais em empresas estatais. “Se isso começar a ficar um problema sério de governança, isso pode virar uma regra para o investidor: não investir em empresas públicas brasileiras”, afirma Claudia. Ela destaca que o mercado de capitais brasileiro ainda depende muito de investidores estrangeiros. “E começar a ser mal visto lá fora pode ser um problema.”

Fonte: Estadão



12 março 2021

FUNDOS DE PENSÃO PODERIAM INVESTIR NA ECONOMIA REAL E AJUDAR PAÍS A SAIR DA CRISE

 José Ricardo Sasseron*

As medidas e decisões tomadas pelo atual governo apontam num único sentido: desmontar o Estado e sua capacidade de organizar e interferir na economia real, sucatear serviços públicos, vender ativos públicos a preço depreciado, descapitalizar e destruir empresas estatais, acabar com a capacidade de investimento do Estado e deixar tudo a cargo dos agentes de mercado.

A desregulamentação das relações de trabalho aumenta os índices de desemprego, reduz a massa salarial e a capacidade de consumo das famílias. Somados, estes fatores comprometem dois dos principais componentes do PIB.

O consumo das famílias, que representa cerca de 65% do PIB no Brasil, não despencou antes por conta do auxílio emergencial que atendeu quase 70 milhões de brasileiros, segurando um pouco a economia. Com o fim do auxílio e o crescente contingente de desempregados, desalentados e subocupados, que já atinge metade da população em idade de trabalhar, prenuncia uma situação desesperadora neste momento em que a pandemia aumenta o número de óbitos e está levando o sistema de saúde ao colapso.

As medidas neoliberais tomadas pelo governo destroem a capacidade de investimento do governo e das empresas públicas. A Petrobras e a cadeia de óleo e gás, que representavam 13% do PIB, estão sendo esvaziadas e sua capacidade de investimento, destruída. Os bancos públicos estão sendo descapitalizados. Como consequência, os investimentos, que atingiram 21% do PIB em 2014, despencaram para menos de 15% em 2020. A redução dos investimentos, outrora capitaneados pelo Estado, não é suprida por investimentos privados, como apregoa o governo. Sem investimentos, sem consumo das famílias, a economia mergulha em recessão. E o governo parece não se importar com isso.

Nos últimos anos as cotações das ações aumentaram constantemente, ao mesmo tempo em que as taxas básicas de juros caíram até a Selic atingir o patamar mais baixo da história recente, de 2% ao ano. Esta remuneração, que significa taxa real de juros negativa, levou muitos investidores a migrarem suas aplicações em renda fixa para o mercado acionário – o número de pessoas físicas que investe na Bolsa de Valores quadruplicou nos últimos dois anos. O excesso de liquidez internacional também trouxe recursos para especular com os ativos da Bovespa, aproveitando a baixa taxação sobre o capital especulativo aplicada no Brasil. Da mesma maneira que entraram, podem sair.

Mas tudo indica que as subidas constantes do Ibovespa são uma bolha prestes a estourar. Se isto acontecer, a economia já desestruturada pode mergulhar no caos. Mas o que tudo isto tem a ver com os fundos de pensão, você deve estar se perguntando?

Ora, os fundos de pensão brasileiros investem 74% de seu patrimônio em renda fixa, quase tudo em títulos públicos. Parte em títulos de longo prazo, a uma remuneração razoável, mas parte remunerados à taxa Selic, com juros reais negativos. Os investimentos em ações atingem somente 18% do total, cerca de metade deste total concentrado em um único fundo de pensão, a Previ.

Com este portfólio de investimentos, a grande soma de R$ 1 trilhão em ativos dos fundos de pensão brasileiros rendeu 5,95% em 2020, pouco acima da inflação de 5,45% medida pelo INPC. Os fundos de pensão não aproveitaram o rali da Bolsa de Valores e continuaram preferindo a segurança da renda fixa.

Com esta montanha de dinheiro, podiam muito bem ser mais criativos e mais ousados e investir na economia real, com segurança e boa avaliação de risco, para fazer o patrimônio dos participantes crescer e melhorar sua aposentadoria e, ao mesmo tempo, ajudar o país a sair do buraco em que foi jogado, como tem defendido a Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão e de Beneficiários de Planos de Saúde de Autogestão (Anapar). Diante da inércia e da queda da rentabilidade, é mais previsível que adotem a mesma solução de sempre, em vez de escolher a economia real: reduzir as taxas de juros atuariais e o valor dos benefícios a serem concedidos, transferindo o problema para as costas dos participantes.

*Foi presidente da Associação Nacional de Participantes de Fundos de Pensão e de Beneficiários de Planos de Saúde de Autogestão (Anapar), ex-diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e foi diretor de Seguridade da Previ.

Fonte: https://spbancarios.com.br/03/2021/fundos-de-pensao-poderiam-investir-na-economia-real-e-ajudar-pais-sair-da-crise



04 março 2021

8 de Março - Dia Internacional da Mulher



Uma mensagem de Deus para Você Mulher Guerreira, Mulher com uma missão, Mulher Determinada.

Dia 8 de março é uma ocasião celebrada por grupos de mulheres em todo o mundo. 

Esta data também é comemorada pela ONU (Organização das Nações Unidas), e em muitos países ela é observada como feriado nacional. 

É quando mulheres em todos os continentes, frequentemente separadas por limites, etnias, línguas, culturas, economia e diferenças políticas, juntam-se para celebrar seu dia, quando podem olhar para trás, e lembrar de uma tradição que representa no mínimo nove décadas de lutas por igualdade, justiça, paz e desenvolvimento da mulher. 

E nós, como Mulheres Cristãs, temos o direito também de celebrar a Cristo neste dia porque Ele nos libertou. (Genesis 3.28), “Não há judeu, nem grego, escravo, nem livre, homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus”. 

Embora saibamos que não dependemos desse único dia no calendário anual, para sermos reconhecidas como esposa, mãe, filha, amiga e mulher. 

Precisamos entender que todos nossos objetivos, nossas conquistas no âmbito profissional, espiritual ou doméstico, como mulheres virtuosas, devem estar harmonizados com a vontade de Deus. 

Precisamos praticar o amor e viver uma vida de comunhão com o Senhor, e a mulher exercendo seu papel, será respeitada, amada e honrada. 

Jesus teve um ministério muito lindo no tocante às mulheres, Platão não permitia que uma mulher assistisse às sua preleções a não ser que trajasse roupas masculinas, mas com Jesus é impossível apontar um só incidente em que Ele tratasse uma mulher com menos consideração do que teria tratado um homem em circunstâncias semelhantes. 

É Cristo o libertador do ser humano. 

A Mulher buscando a plenitude de Deus, terá encontrado seu verdadeiro libertador e Senhor, e certamente quererá ser uma serva voluntária, servir com amor, com alegria seu Mestre. 

Será uma Mulher semelhante à Sunamita, (2 Reis 4.25,26). 

Ainda que esteja vivendo tempos de tempestades, seu coração desfruta de calmaria, porque confia naquele que a escolheu, que a chamou. 

Vejamos alguns exemplos de mulheres que deixaram marcas em seu tempo: 

a) EVA – a primeira mulher que foi criada por Deus. (Genesis 2:18 a 24).

b) SARA – Mulher de Abraão, participou da promessa, creu e gerou Isaque, já sendo avançada em idade.

c) ANA – mulher poderosa no ministério da oração, (I Sm 1.9-20, I Sm 2.19-2). 

d) ABIGAIL – mulher que se destacou como pacificadora e grande conselheira, (I Sm 25.3, I Sm 25.18-35). 

e) DÉBORA – mulher de liderança, visão e patriotismo (foi juíza em Israel), (Jz 4.4; Jz 4.9). 

f) ESTER – mulher de coragem, abnegação e determinação, (Et 4.15-17, Et 5.1-3), foi capaz de expor a sua própria vida para defender uma causa nobre, (defender o seu povo, a nação de Israel); 

g) RAABE – a mulher que teve fé para acolher e oferecer proteção aos servos de Deus, (Jos 2.1-18, Jos 6.17, Jos 6.22-23). 

h) A SUNAMITA – praticou com sabedoria a difícil tarefa da hospitalidade, (II Re 4.9-11). 

i) MIRIÃ, HULDA E AS FILHAS DE FELIPE – mulheres que se destacaram como profetizas, (Ex 15.20, II Re 22.14, At 21.8-9).

j) A SIRO-FENÍCIA (Cananéia) – mulher de fé extraordinária e sobrenatural, (Mt 15.28). 

l) DORCAS – uma mulher generosa e grande na prática da filantropia, (At 9.36-39). 

m) – A SAMARITANA – mulher evangelista, que com sabedoria e graça levou uma cidade inteira a conhecer Jesus, o Salvador do mundo, (Jo 4.28-30). 

n) FEBE, TRIFENA, TRIFOSA, PÉRSIDE E OUTRAS – mulheres que foram notáveis pelo serviço que exerceram na Igreja, (Rm 16.1,12; Fl 4.3). 

o) MARIA MADALENA, JOANA, SUZANA, etc... – mulheres que contribuíram financeiramente no ministério de Jesus, (Lc 8.2-3). 

p) MARIA DE BETÂNIA – mulher imortalizada e um grande exemplo de devoção, (Mc 14.3-9). 

q) – MARIA MÃE DE JESUS – mulher santa, agraciada e escolhida por Deus, para ser a mãe do salvador do mundo, (Lc 1.26-38). 

r) RUTE – colocar a vida no altar do Senhor para que Ele realize os Seus propósitos (Rt 2.3). 

s) MULHER QUE TINHA HEMORRAGIA – um toque em Jesus, fruto de sua fé, transformou toda a sua vida (Mc 5.27).

 t) HULDA – seriedade no estudo e transmissão da Palavra de Deus (II Rs 22.20). 

U) MULHER DE NOÉ – perseverança, companheirismo, dedicação e fidelidade, influência encorajadora (Naum 1.7). 

E muitas outras que se destacaram, como LÍDIA, as FILHAS de Felipe, a PECADORA na casa de Simão, EUNICE E LÓIDE, enfim, elas fizeram a diferença em seu tempo. 

E Deus quer que hoje você faça a diferença, seja no seu lar, no seu emprego, no seu bairro, em sua cidade, em seu estado ou nação, deixe-se ser usada por Deus e se torne uma potência nas mãos do Senhor. 

Com as habilidades e talentos que ele tem te presenteado, simplesmente seja uma Mulher de Fé, de Oração, e faça a obra com alegria, com zelo, que Ele cuida de você. 

Deixe todo medo, toda insegurança, porque Aquele que chamou, ele capacita, instrui e dirige. 

Então, tudo que vier às tuas mãos para fazer faça com alegria, sabendo que a recompensa vem de Deus. 

Você, Mulher de Deus, de Fé, está sendo desafiada e motivada a ser como por essas mulheres da Bíblia. 

Suas lutas e tentações são as mesmas enfrentadas pelos nosso tempo, no Presente. 

E o Deus a quem elas eram tão dedicadas é o mesmo Deus que continua a moldar e usar pessoas comuns hoje. 

Fonte:

Texto da Irmã Márcia Padilha é professora de português e inglês, líder geral de mulheres da AD em Presidente Prudente, e apresentadora do programa Márcia Padilha e Você pela rádio Paulista AM da AD Prudentina e uma das mais destacadas lideres feminina das ADs no Brasil. meu ip




07 dezembro 2020

2021 - OLHAR PARA FRENTE.

O poeta Fernando Pessoa escreveu: vivo no presente.

O passado é a realidade de nada, pois já não o tenho, e o futuro é a possibilidade de tudo, mas ainda não o tenho.

Uma importante lição que estamos aprendendo com as dificuldades da pandemia da Covid-19 é a consciência de que não podemos ficar debruçados sobre nós mesmos, lamentando as nossas limitações e, por isso, devemos tirar do olhar o foco egoísta, a fim de que possamos alargá-lo com a percepção das necessidades do nosso próximo.

Aposentados e Pensionistas que recebem parte dos seu benefício pela Previ, teve pouca atenção em relação a situação vivida na Pandemia, foram apenas (2 parcelas), que puderam ser suspensa da cobrança no Empréstimo Simples, por parte do INSS, tivemos a antecipação das parcelas do Décimo Terceiro Salário, e um acréscimo de 5% sobre a margem de consignação, válida até 31/12/2020, para aqueles que recebem o seu benefício previdenciário apartado da folha de pagamentos da Previ, (Benefício desvinculado).

Em termos humanos, não podemos esquecer que a pandemia continua a causar feridas profundas, evidenciando nossas fraquezas e desmascarando as nossas limitações, pois a vacina contra o coronavírus ainda não está disponível e já temos muita discussão entre os a favor e os contra a tomar a vacina.

Desse modo, o uso de máscaras e a higienização das mãos, com álcool em gel, permanecem como cuidados paliativos.

Não obstante essas dificuldades humanas, temos pessoas próximas, filhos, netos, amigos, que também vivem o drama do desemprego, as constantes mudanças de tecnologia, a disparada dos alimentos nos supermercados, padaria, farmácia, feiras livres, e o Governo Federal então liberou para os mais necessitados o auxilio emergencial, que agora todos nós estamos pagando a conta com produtos de primeira necessidade dobrando de preços, material de construção e aço ficaram impraticáveis no mercado interno do nosso imenso país.

Com certeza, este ano de 2020, não será um ano perdido, pois apesar de estar sendo um ano de  austeridade, de desânimo e de receios, este ano está sendo também um ano de desafios, de grande crescimento para todos nós, que nunca devemos por todos os ovos na mesma cesta, temos que diversificar, de acreditar que nossos gestores pode e deve preparar muitas mudanças, até mesmo na forma de investir os nossos recursos, a forma de tratamento da nossa principal fonte de renda, a PREVI mais o INSS ficou nos devendo mais atenção e cuidados, até o Governo Federal fez mais neste momento de incertezas e a lição que ficou foi que não existe investimento 100% seguro, somos sempre taxados pelo nosso fundo que vamos morrer e não teremos como saldar nossos compromissos, que o fundo de quitação por morte (FQM), é que fica com a conta Salgada, seguro que pagamos por décadas, todos os meses, e assim vão sempre tendo desculpas prontas para não ajudar, não fazer o dever de casa em momentos de dificuldades.

Não existia nem se quer em sonho a Pandemia, quando resolveram cortar o nosso BET, Benefício Especial Temporário, deixando assim de liquidar 12 parcelas do acordo, quando o assunto é prejudicar aos  Aposentados e Pensionistas, não se tem dificuldades em garantir a maioria para deliberar sobre o assunto, mas quando é para prover alguma melhoria, mesmo que seja a custa de NOVO ENDIVDAMENTO VIA EMPRESTIMO SIMPLES, eles não podem fazer nada, nem atender aos milhares de reclames do seu corpo social, e ainda assim sempre diz que estão atualizando os programas de Educação Financeira e que o maior compromisso é pagar benefícios, e mesmo assim seu patrimônio já ultrapassa a casa dos 200 bilhões de reais.

Mais do que retratar a incapacidade que nossos dirigentes tem em realizar previsões minimamente isentas e confiáveis, o quadro reflete a profundidade da recessão que atravessamos em todos os níveis de camadas social, seja em nossas empresas grandes ou pequenas, seja no mercado nacional ou internacional, no fim vivemos um mundo globalizado.

E aqui não se trata de disputar a medalha do pessimismo ou torcer pela linha do quanto pior, melhor, mas de promover oportunidades de melhorar esse quadro social grave, ajudando os seus participantes e assistidos, investindo também na base, nos que verdadeiramente ajuntaram esse patrimônio, e que hoje não pode se quer ter migalhas na forma de renovação do seu Empréstimo Simples ou novas suspensão das suas prestações.

Desejo a todos um Feliz Natal, um 2021 com o retorno da normalidade, onde possamos nos abraçar novamente, retirar essas mascaras, voltar a ver um sorriso no rosto, somo um povo de muita fé, de muita consciência,  de muita vontade de sermos mais que vencedores.

Desejo a todos um Natal repleto de Paz e de  Luz, amor e com muitas bênçãos do menino Jesus. 



01 dezembro 2020

RESOLUÇÕES DO CNPC COLOCAM EM RISCO APOSENTADORIA DOS ASSOCIADOS


Estão em debate no Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) a alteração de duas resoluções (CPPC 06/2003 e 08/2004), para facilitar o resgate e a portabilidade e para acabar com a garantia de reajuste de benefícios. A pretensão dos representantes do governo no CNPC, em vez de proteger os participantes de fundos de pensão e seus direitos, busca facilitar a vida das empresas patrocinadoras e favorecer a saída de recursos dos fundos de pensão, a fim de beneficiar bancos e seguradoras.

Marcel Barros, vice-presidente da Anapar e representante dos participantes e assistidos no Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), alerta sobre as mudanças em discussão no conselho. “A Anapar também está discutindo esse assunto e é importante que todos nós fiquemos atentos a essas mudanças que podem prejudicar e muito os nossos benefícios e vida no futuro”, afirma.

A Anapar (Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar e Autogestão em Saúde) representa, no Brasil, todos os associados a entidades de previdência complementar e, a partir maio de 2019, também os usuários de planos de saúde de autogestão. A entidade de defesa dos trabalhadores tem apoio do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

“Os governos Temer e Bolsonaro vêm propondo e realizando mudanças desfavoráveis aos trabalhadores. Não aceitamos retirada de direitos e vamos continuar lutando contra essas medidas em várias instâncias e denunciando”, acrescenta Ernesto Izumi, diretor executivo do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e bancário do Banco do Brasil.

Resgate, portabilidade e Resolução CGPC 06

O resgate e a portabilidade de planos de previdência patrocinado por empresas públicas só é possível mediante o rompimento do vínculo empregatício pelo associado. A proposta da Previc (o órgão regulador do sistema de previdência complementar) e de membros do governo é alterar a Resolução CGPC 06 para permitir o resgate e a portabilidade de parte das reservas pelo participante de planos CD e CV (como o plano Previ Futuro) sem a obrigação de romper o vínculo empregatício com a empresa patrocinadora.

Essa proposta coloca em risco a aposentadoria das pessoas. Primeiro, porque resgatar ou portar reservas significa reduzir o saldo de conta acumulado e, por consequência, o valor dos benefícios de aposentadoria. Segundo, caso o associado resgate a sua reserva, empresas patrocinadoras como o BB poderão suspender as suas contribuições ao plano de benefícios já que, por força de lei, as contribuições são paritárias no caso de empresas públicas.
Previc quer desonerar empresas e acabar com reajuste obrigatório de benefícios

Outra alteração normativa proposta pela Previc, e apoiada por membros indicados pelo atual governo no CNPC, é a possibilidade de alterar a Resolução CGPC 08 para permitir aos fundos de pensão mudarem índices de correção dos benefícios já concedidos e retirar, dos regulamentos dos planos, os índices de reajuste a serem aplicados aos benefícios. Se a pretensão dos membros do governo vingar, os associados dos fundos de pensão podem não ter mais a garantia de reajuste automático da aposentadoria por índice de inflação.

Essa proposta foi apresentada ao CNPC mas não foi votada e acabou retirada de pauta na última reunião, realizada no final de setembro, pois o representante dos participantes e assistidos, Marcel Barros, demonstrou que a alteração é ilegal e afronta a Constituição Federal e a Lei Complementar 109. Essa lei estabelece que os regulamentos dos planos de benefícios devem, obrigatoriamente, prever um índice de reajuste dos benefícios para preservar o poder de compra das aposentadorias.

Associados precisam ficar atentos para evitar prejuízos

O CNPC tem a atribuição de regulamentar a legislação de previdência complementar e aprovar as normas que regem os fundos de pensão. É composto por 9 membros, sendo 6 deles indicados pelo governo e um único representante dos participantes e assistidos. Marcel Barros, ex-diretor eleito de Seguridade da Previ, é esse representante, indicado pela Anapar.

“Estamos resistindo a qualquer mudança que prejudique os participantes e denunciando as tentativas de quebra de direitos. Mas sempre precisamos da pressão dos associados para evitar medidas que nos prejudiquem. Somos 3,3 milhões de ativos e aposentados nos fundos de pensão e precisamos ficar atentos”, alerta Marcel.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo Osasco e Região